“Então ouvi uma voz do céu, dizendo: Escreve: Bem-aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, e as suas obras os sigam.” (Apocalipse 14:13)
A morte é uma realidade que cedo ou tarde enfrentamos. Mas, para quem está em Cristo, ela não é o fim, é apenas uma passagem. Paulo escreve: “Se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem, Deus os tornará a trazer com ele” (1 Tessalonicenses 4:14).
Jesus deixou claro que Deus não é Deus de mortos, mas de vivos, “pois para ele todos vivem” (Lucas 20:38). Por isso, o apóstolo pôde afirmar: “Quer estejamos acordados, quer dormindo, vivamos unidos com ele” (1 Tessalonicenses 5:10).
No Antigo Testamento, os mortos eram descritos como indo para o Sheol, lugar de existência consciente. No Novo Testamento, Jesus explicou que havia uma separação: os justos iam para o “seio de Abraão”, lugar de consolo, e os ímpios para um lugar de tormento (Lucas 16:19-31). Na cruz, o Senhor disse ao ladrão arrependido: “Hoje estarás comigo no paraíso” (Lucas 23:43).
Com a ressurreição de Cristo, o Paraíso foi elevado. Agora, quando um crente morre, está “ausente do corpo e presente com o Senhor” (2 Coríntios 5:8). Os ímpios, porém, continuam no Hades aguardando o julgamento final, quando serão lançados no lago de fogo (Apocalipse 20:13-15).
A Bíblia chama a morte de “sono”, porque não é definitiva. Jesus disse sobre Lázaro: “O nosso amigo dorme, mas vou despertá-lo” (João 11:11). O corpo volta ao pó, mas a alma continua viva. Por isso, Paulo pôde dizer: “Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé” (2 Timóteo 4:7). Para ele, a morte não era derrota, mas a porta da vitória.
Bem-aventurados os que morrem no Senhor! Para eles, a morte é descanso, e suas obras os acompanham. Para os que rejeitam a Cristo, porém, resta a expectativa do juízo.
O destino eterno não se decide depois da morte, mas agora, enquanto há vida.
Pr. Geziel Damasceno
Transformando vidas pela Palavra.
