“Uns confiam em carros, outros em cavalos, mas nós faremos menção do nome do Senhor, nosso Deus.” (Salmos 20:7)
Absalão era bonito, carismático e difícil de ser resistido (2 Samuel 14:25). Seu charme conquistava a todos, mas sua vaidade o dominava. A cada ano pesava seus cabelos e exibia sua aparência como símbolo de prestígio. Ele não se contentava em ser filho do rei, queria antecipar a herança e tomar para si o trono.
Com palavras sedutoras, Absalão dizia: “Se eu fosse juiz, faria justiça a todos” (2 Samuel 15:4). Mas quem não consegue governar a si mesmo não pode governar sobre outros. Suas atitudes revelavam mais vingança do que justiça. Muitas vezes, os que menos estão preparados para liderar são os que mais desejam posições de destaque.
Ele também buscava parecer acessível, estendendo a mão e beijando o povo (2 Samuel 15:5). Mas o coração estava cheio de engano, como o beijo de Judas. Até mesmo usou o nome de Deus para justificar suas ambições (2 Samuel 15:7-9).
O verdadeiro propósito, porém, não estava em servir, mas em manipular. Enquanto o povo acreditava em sua aparência, Absalão tramava contra seu pai. No fim, sua própria vaidade o levou à morte: preso pelos cabelos, ficou pendurado até ser derrotado (2 Samuel 18:9).
A Bíblia adverte: “A posse antecipada de uma herança, no fim, não será abençoada” (Provérbios 20:21). O que parece belo por fora pode esconder destruição por dentro.
Nossa confiança não deve estar em aparências, mas no Senhor. “Eles porão a confiança em Deus; não esquecerão os seus feitos e obedecerão aos seus mandamentos” (Salmos 78:7).
Cuidado com as aparências: nem sempre o que brilha é ouro, mas sempre o que vem de Deus traz vida.
Pr. Geziel Damasceno
Transformando vidas pela Palavra.
