
Ficha Biográfica
- Nome completo
- Rudolf Karl Bultmann
- Nascimento
- 20 de agosto de 1884
- Local de nascimento
- Wiefelstede, Alemanha
- Falecimento
- 30 de julho de 1976
- Local de falecimento
- Marburgo
- Nacionalidade
- Alemão
- Categoria
- Escritor, Professor, Teólogo
- Movimento
- Protestantismo Liberal
- Denominação
- Igreja Luterana
- Período
- Séculos XIX e XX
- Século
- XIX e XX
“A liberdade do arbítrio subjetivo é uma ilusão, pois entrega o homem aos seus impulsos, para fazer a cada momento o que a luxúria e a paixão ditam.”
Principais Obras
- desmitologização
- Teologia do Novo Testamento
- História da Tradição Sinóptica
Em 1921, Bultmann retornou à Universidade de Marburg como professor de Novo Testamento, função que exerceu até sua aposentadoria, em 1951. Nesse período, tornou-se um dos principais representantes da crítica das formas, método dedicado ao estudo das unidades literárias que circularam oralmente antes de serem incorporadas aos Evangelhos. Também dialogou com a teologia dialética de Karl Barth e com a filosofia existencial de Martin Heidegger, procurando relacionar a interpretação bíblica às questões fundamentais da existência humana. Durante o regime nazista, posicionou-se contra a interferência da ideologia nacional-socialista nas universidades e na Igreja Protestante alemã.
Sua proposta mais conhecida foi a desmitologização do Novo Testamento. Bultmann entendia que a linguagem bíblica apresentava uma visão antiga do mundo, marcada por anjos, demônios, milagres e intervenções sobrenaturais, que não poderia ser simplesmente aceita pelo ser humano formado pela ciência moderna. Seu propósito declarado não era apenas eliminar os textos considerados míticos, mas interpretá-los existencialmente, buscando neles uma convocação à fé, à decisão e a uma nova compreensão da existência diante de Deus. Entre suas principais obras estão História da tradição sinótica, Jesus, Teologia do Novo Testamento, O Evangelho de João, Crer e compreender, História e escatologia e Jesus Cristo e mitologia.
Bultmann faleceu em Marburg, em 30 de julho de 1976, deixando ampla influência sobre a exegese, a hermenêutica e a teologia protestante. Sua contribuição para o estudo da formação dos Evangelhos e da história das tradições cristãs continua reconhecida mesmo por pesquisadores que rejeitam suas conclusões. Do ponto de vista do cristianismo histórico e evangélico, porém, sua teologia recebe críticas profundas por reduzir ou reinterpretar acontecimentos centrais da fé, como os milagres, a encarnação e a ressurreição corporal de Cristo. Seu legado deve, portanto, ser examinado de maneira criteriosa, reconhecendo sua importância acadêmica sem ignorar a distância existente entre muitas de suas formulações e a compreensão bíblica tradicional da revelação e da obra histórica de Jesus.