
Ficha Biográfica
- Nome completo
- Paul Johannes Tillich
- Nascimento
- 20 de agosto de 1886
- Local de nascimento
- Starzeddel, Alemanha (hoje Zgorzelec, Polônia)
- Falecimento
- 22 de outubro de 1965
- Local de falecimento
- Chicago
- Nacionalidade
- Alemão
- Categoria
- Escritor, Filósofo, Pastor, Professor, Teólogo
- Movimento
- Protestantismo Liberal
- Denominação
- Igreja Luterana
- Período
- Séculos XIX e XX
- Século
- XIX e XX
“Às vezes penso que minha missão é trazer fé aos sem-fé e dúvida aos fiéis.”
Principais Obras
- Teologia Sistemática
- A Coragem de Ser
- Dinâmica da Fé
- fundamento do ser
Depois da guerra, Tillich ensinou em universidades alemãs, entre elas Berlim, Marburg, Dresden, Leipzig e Frankfurt. Participou do movimento do socialismo religioso e defendeu uma reorganização democrática e social da Alemanha, posicionando-se contra o nacionalismo e o nazismo. Em 1933, após a chegada de Adolf Hitler ao poder, foi afastado de sua cátedra por causa de suas posições políticas. Com o auxílio do teólogo Reinhold Niebuhr, mudou-se para os Estados Unidos e passou a lecionar no Union Theological Seminary, em Nova York, onde permaneceu até 1955. Posteriormente, ensinou na Universidade Harvard e na Universidade de Chicago.
A teologia de Tillich ficou conhecida especialmente pelo “método da correlação”, segundo o qual a teologia deve relacionar as perguntas existenciais do ser humano às respostas oferecidas pela revelação cristã. Ele descreveu Deus não simplesmente como um ser entre outros, mas como o fundamento do ser, e definiu a fé como o estado de ser tomado por uma preocupação última. Entre suas principais obras estão Teologia sistemática, publicada em três volumes, A coragem de ser, Dinâmica da fé, O novo ser, Amor, poder e justiça e Teologia da cultura. Seu pensamento exerceu influência sobre teólogos, filósofos, psicólogos e líderes religiosos, incluindo Martin Luther King Jr.
Paul Tillich faleceu em Chicago, em 22 de outubro de 1965. Seu legado permanece importante por sua tentativa de comunicar a fé cristã ao mundo intelectual e secularizado do século XX, tratando de temas como ansiedade, culpa, alienação, coragem e sentido da existência. Entretanto, suas formulações receberam críticas de teólogos conservadores e confessionais, que consideram sua compreensão de Deus, dos milagres, da revelação e dos símbolos religiosos excessivamente dependente da filosofia existencial e distante de afirmações históricas centrais da fé cristã. Por essa razão, sua obra exige leitura criteriosa, distinguindo sua contribuição para o diálogo entre fé e cultura das interpretações que se afastam do teísmo e da cristologia clássicos.