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Derrubando as Paredes de Separação

“Porque Ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio, a inimizade…”
(Efésios 2:14 – ARC)

Assim como o Muro de Berlim dividiu povos e famílias por quase três décadas, havia um muro ainda maior e invisível que separava a humanidade de Deus e também dividia pessoas entre si: o pecado. Paulo nos lembra que Cristo não apenas trouxe paz, mas Ele mesmo é a nossa paz. Por meio da sua morte e ressurreição, Jesus derrubou a barreira que impedia a reconciliação entre Deus e os homens, e entre judeus e gentios, formando um só povo.

Essas “paredes” continuam existindo em nossa realidade. São muros erguidos por orgulho, ressentimento, injustiças, ideologias políticas ou até mesmo religiosidade sem vida. Mas a cruz de Cristo destrói todos esses muros, abrindo um novo e vivo caminho de reconciliação. Onde havia distância, Ele gera comunhão; onde havia inimizade, Ele planta amor e perdão.

O chamado para a Igreja hoje é claro: não reconstruir as barreiras que Cristo já derrubou. Somos chamados a ser construtores de pontes — vivendo em perdão, acolhimento e santidade, de modo que o mundo veja em nós o fruto do Espírito e o poder reconciliador do evangelho.

Efésios 2 é um dos capítulos centrais da carta, onde Paulo apresenta a obra de Cristo na reconciliação da humanidade com Deus. Depois de mostrar que todos estavam mortos em delitos e pecados (2:1-3), o apóstolo destaca a graça de Deus que nos vivificou em Cristo (2:4-10). No versículo 14, Paulo aprofunda essa verdade ao mostrar que a cruz removeu a hostilidade entre judeus e gentios, inaugurando uma nova realidade: a Igreja, corpo de Cristo, formada de ambos em unidade. O tema central é a reconciliação pela graça, que se manifesta tanto verticalmente (com Deus) quanto horizontalmente (entre pessoas).

A pergunta que permanece é: quais muros ainda existem em nosso coração? Muitas vezes carregamos barreiras contra familiares, irmãos da fé ou até contra Deus, erguidas pelo orgulho e pela falta de perdão. Mas o evangelho nos chama a viver livres, reconciliados e frutíferos.

Assim como o muro de Berlim caiu pelas mãos humanas, o muro da inimizade caiu pela cruz de Cristo. Resta a nós escolher viver nessa liberdade — transformando paredes em pontes, aparências em frutos e inimizade em amor.

“Cristo é a nossa paz” — e essa verdade deve se tornar visível em nossa vida diária, no lar, na igreja e no mundo.

Pr. Geziel Damasceno
Transformando vidas pela Palavra.

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