“O cordeiro será sem defeito, macho de um ano;
podereis tomar um cordeiro ou um cabrito.” (Êx 12.5)
Na primeira Páscoa, cada família precisava de um cordeiro. Se fosse muito para uma casa, deveria ser partilhado com o vizinho, mostrando que viver em comunidade era questão de sobrevivência. O animal era separado, guardado e morto no final do 14º dia. A refeição pascal era feita com cinto apertado, sapatos amarrados e cajado na mão — prontos para partir.
Séculos depois, Jesus celebrou a última Páscoa com Seus discípulos (Mt 26:19-30) e transformou o pão e o cálice em símbolos do Seu corpo e sangue. Não seria mais necessário o sangue nos umbrais, pois o Cordeiro de Deus, sem defeito (Êx 12:5; Lc 23:4), estava prestes a ser sacrificado. Ao morrer, o véu do templo se rasgou (Mt 27:50-51) e a salvação foi consumada.
No terceiro dia, o sepulcro ficou vazio (Mt 28:1-6). Jesus ressuscitou, vencendo a morte e abrindo o caminho da vida eterna. Hoje, ao participar da Ceia, lembramos que devemos estar com “cinto afivelado, sapatos amarrados e cajado na mão” — prontos para o encontro com o Senhor.
A Páscoa bíblica aponta para Cristo, nosso Cordeiro pascal (1Co 5:7), que inaugurou a Nova Aliança no Seu sangue (Lc 22:20) e garantiu redenção eterna. O Cordeiro já foi imolado, o sangue já foi derramado, a vitória já foi conquistada. Agora, vivamos vigilantes, aguardando o dia em que cearemos com Ele no Reino.
