Jesus chegou

Mateus 14.1-36

O texto que acabamos de ler, é muito mais do que um detalhe geográfico. Ele é uma ponte entre o que já aconteceu ao que está prestes a acontecer.

Não foi um decreto, nem um evento político. Não foi uma tragédia, nem uma festa pública. O que parou Genesaré foi a presença de Jesus, e a fé de um povo que só queria tocar na orla da Sua veste.

Genesaré não é apenas um ponto no mapa. E, como sempre digo, ao ler um texto, precisamos ler todo o contexto. Por isso, antes de pisarmos nas areias de Genesaré, vamos voltar e ver o que aconteceu antes.

O capítulo começa na Galileia, sob o governo de Herodes Antipas, um homem influente, refém da opinião pública. Que vive com medo de “perder seguidores no Instagram”. Um medo tão grande que, no banquete que ele mesmo ofereceu, mandou decapitar João Batista. Em um tempo em que falar em arrependimento ou no Reino de Deus era pôr em risco a própria vida.

É nesse contexto que Jesus, abalado pela morte de João, se retira com os discípulos. Mas a solidão não dura: multidões famintas e enfermas O seguem ao deserto. Ali, Ele alimenta milhares com cinco pães e dois peixes, e ainda sobra.

Na madrugada do dia seguinte, o Mar da Galileia é agitado pelos ventos fortes. Jesus caminha sobre as águas, resgata Pedro e acalma a tempestade.

No barco, todos declaram: “Verdadeiramente, Tu és o Filho de Deus”.

E aí chegamos ao versículo 34, a ponte para a próxima cena.

Ao amanhecer, eles chegam a Genesaré, terra de pescadores, e comerciantes, onde qualquer notícia corre rápido. E a notícia correu: “Jesus chegou!”

Quando Jesus pisa em Genesaré, Ele ainda está dentro do território governado por Herodes Antipas — o mesmo que havia mandado matar João Batista.

De todos os lados, enfermos são trazidos, pedindo apenas para tocar a orla de Sua veste. E todos os que tocam são curados.