“Se a sua oferta for sacrifício de comunhão, e você oferecer um animal do rebanho, seja macho, seja fêmea, apresentará ao Senhor um animal sem defeito.” (Levítico 3:1)
No Antigo Testamento, o sacrifício de paz era diferente dos demais. Uma parte do animal era oferecida a Deus no altar, outra aos sacerdotes, e o restante era consumido pelo ofertante e sua família em uma refeição sagrada. Era um momento de comunhão, gratidão e reconciliação diante do Senhor.
Esse sacrifício apontava para Cristo, nossa verdadeira paz com Deus (Efésios 2:14). Ele é o Cordeiro perfeito que, pela sua morte e ressurreição, nos convida à mesa da comunhão eterna.
A palavra hebraica shelamîm traz consigo significados profundos: paz, saúde, segurança, prosperidade, tranquilidade, amizade, plenitude. Esse era o objetivo do sacrifício: restaurar a aliança, trazer reconciliação entre Deus e os homens e também entre os próprios homens.
Abigail ilustra esse princípio ao oferecer uma oferta de paz a Davi, intercedendo por sua casa e pedindo perdão por algo que não havia feito (1 Samuel 25). Sua atitude trouxe reconciliação e preservou vidas.
Em Cristo encontramos a oferta perfeita. Após a ressurreição, Jesus se apresentou aos discípulos e disse: “Shalom aleikhem! A paz seja convosco!” (João 20:19). Só então, depois de morrer e ressuscitar, essa saudação pôde ser declarada em plenitude, porque o Cordeiro já havia sido morto, e estava vivo para sempre.
Por meio dEle temos paz com Deus (Romanos 5:1). Ele é a nossa paz, derrubando a parede de separação (Efésios 2:14). Foi pelo sangue da cruz que a reconciliação foi realizada (Colossenses 1:20).
O sacrifício já foi feito. A mesa está posta. E Jesus nos convida a viver em paz com Deus e uns com os outros.
Pr. Geziel Damasceno
Transformando vidas pela Palavra.
