“Ele nos resgatou do domínio das trevas e nos transportou para o Reino do seu Filho amado.” (Colossenses 1:13)
O apóstolo Paulo, mesmo quando foi injustamente preso, reivindicou sua cidadania romana (Atos 16:37). Um cidadão tinha direitos garantidos pelo pacto da lei, mas o escravo não passava de uma ferramenta. Assim também é no reino espiritual: o homem nunca foi cidadão no império das trevas, mas sempre escravo.
Mas a boa notícia do evangelho é que fomos resgatados. A palavra usada por Paulo significa salvar, proteger, libertar e tomar para si. Deus não apenas nos libertou, Ele nos acolheu.
Antes, vivíamos sob o poder das trevas, fascinados por correntes que muitas vezes pareciam belas, mas ainda assim nos aprisionavam. O inimigo tem o poder de cegar os olhos espirituais (2 Coríntios 4:4). Porém, havia uma promessa: “O povo que andava em trevas viu uma grande luz” (Isaías 9:2). Jesus cumpriu essa promessa ao proclamar: “O Espírito do Senhor está sobre mim… enviou-me para proclamar liberdade aos cativos” (Lucas 4:18).
Além de nos resgatar, Cristo nos transladou. Não fomos apenas tirados das trevas, mas transportados com dignidade para o Reino da luz. Transladar é diferente de deportar: não fomos levados acorrentados, mas convidados a entrar na família de Deus como filhos e cidadãos.
A Palavra declara: “Vós sois geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo adquirido, para anunciar as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1 Pedro 2:9). E ainda: “Já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos e membros da família de Deus” (Efésios 2:19).
O resgate em Cristo nos deu uma nova identidade. Não somos mais escravos, mas cidadãos do Reino dos céus. E como filhos de Deus, temos não apenas direitos, mas também responsabilidades.
Pr. Geziel Damasceno
Transformando vidas pela Palavra.
