“Fez também Davi casas para si na Cidade de Davi; e preparou um lugar para a arca de Deus, e lhe armou uma tenda. Então disse Davi: Ninguém pode levar a arca do Senhor, senão os levitas, porque o Senhor os elegeu para levarem a arca do Senhor e para o servirem eternamente.” (1 Crônicas 15:1-2)
Davi compreendeu que a arca não poderia ser conduzida de qualquer maneira. Antes de recebê-la, preparou um lugar especial. Assim também deve ser o nosso coração: um ambiente pronto para a presença de Deus. Elias mostrou isso quando reparou o altar do Senhor diante do povo (1 Reis 18:30). Antes de qualquer conquista, é preciso restaurar o ambiente espiritual.
Israel havia perdido a arca porque, primeiro, havia perdido a presença. Hofni e Finéias, filhos de Eli, eram sacerdotes corruptos, e a morte espiritual precedeu a derrota física (1 Samuel 4:11). A advertência continua: “Examine-se, pois, o homem a si mesmo” (1 Coríntios 11:28).
Davi desejava a presença do Senhor. Ele dançou diante da arca com alegria, porque já a carregava em seu coração. O que guardamos dentro de nós determina a atmosfera que promovemos. “Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do Senhor” (Salmo 122:1).
Quando a arca foi colocada na tenda que Davi havia preparado, toda a nação se alegrou. E ao voltar para casa, Davi levou consigo a bênção do Senhor (1 Crônicas 16:43). Assim também nós: quando a presença de Deus habita em nós, ela transforma o ambiente do nosso lar.
Mas não basta ter a arca como símbolo. É preciso viver a realidade da presença. Sansão continuava nazireu, mas já não tinha a presença de Deus. Contudo, quando seus cabelos começaram a crescer, um processo de restauração teve início (Juízes 16:22).
Trazer a arca é mais do que carregar um objeto; é restaurar a santidade, a adoração e a comunhão. É viver de tal forma que o nosso coração se torne o verdadeiro altar do Senhor.
Pr. Geziel Damasceno
Transformando vidas pela Palavra.
